Acre é um dos 10 estados com mais internações por doenças de veiculação hídrica

O Instituto Trata Brasil divulga nesta terça-feira (5), o novo estudo SANEAMENTO E DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA (ano base 2019), com intuito de apresentar o desafio que a área da saúde do país enfrenta devido à falta de saneamento.

Mesmo um ano antes da pandemia da Covid-19, o sistema de saúde brasileiro continuava a registrar internações por doenças de veiculação hídrica devido à ausência dos serviços de saneamento básico.

Um dos dados presentes no estudo é sobre o total de internações que o país registrou em 2019 com as doenças de veiculação hídrica: mais de 270 mil. Além disso, o relatório traz um resumo sobre como estas internações por doenças de veiculação hídrica se comportaram no primeiro ano da pandemia – 2020.

Com mais de 273 mil internações por doenças de veiculação hídrica, a falta de saneamento básico faz o Brasil gastar R$ 108 milhões com hospitalizações. O novo estudo do Instituto Trata Brasil deixa claro que as regiões com piores resultados são aquelas que apresentam as piores condições de saneamento.

O estudo foi feito a partir de dados públicos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e o DATASUS, portal do Ministério da Saúde que acompanha os registros de internações, óbitos e outras ocorrências relacionadas à saúde da população do Brasil.

Conforme apontam os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), de 2019, quase 35 milhões de pessoas vivem em locais sem acesso à água tratada, 100 milhões de pessoas sem acesso à coleta de esgoto e somente 49% dos esgotos no país são tratados.

Mesmo um ano antes da Covid-19 começar no Brasil, a ausência de saneamento básico já sobrecarregava o sistema de saúde com 273.403 internações por doenças de veiculação hídrica – um aumento de 30 mil hospitalizações comparativamente ao ano anterior. A incidência foi de 13,01 casos por 10 mil habitantes, gerando gastos ao país de R$ 108 milhões, segundo o DataSUS.

Essas internações por doenças causadas pela falta de saneamento se distribuem pelo território nacional refletindo as condições sanitárias de cada região. Nota-se que a ausência dessa infraestrutura é mais evidente no Norte, onde somente 12% da população possui coleta de esgotos. Na região foram 42,3 mil internações por doenças de veiculação hídrica.

Em seguida, veio o Nordeste, onde somente 28% da população possui coleta de esgotos, e onde ocorreu o maior número de hospitalizações – 113,7 mil em 2019.

O Sul foi a terceira pior região com 46,3% da população tendo acesso à coleta dos esgotos e 47% do esgoto coletado é tratado. Centro-Oeste tem 57,7% da população com coleta dos esgotos e 56,8% de tratamento do volume esgoto coletado. As duas regiões registram 27,7 mil internações cada.

Já o Sudeste tem os melhores indicadores com 79,2% da população com coleta de esgotos, porém com apenas 55,5% do esgoto gerado sendo tratado e 61,7 mil internações.

É importante notar que o Sudeste apresenta números de internação maiores que o Norte, porém possui sete vezes mais habitantes. Quando comparados os casos por 10 mil habitantes, forma mais correta, vê-se que os estados do Norte e Nordeste concentram os maiores problemas.

Situação do Acre

No número de Internações gerais (números absolutos) por doenças de veiculação hídrica nas unidades da federação, em 2019, o Acre obteve o terceiro melhor resultado, com 1.362, atrás do Amapá e de Roraima, com 861 e 1.350, respectivamente. No entanto, ao avaliar a taxa de internações por 10 mil habitantes, forma mais correta, o estado acreano ficou em 18º lugar, com taxa de 15,44.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Instituto Trata Brasil.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *