Acre tem tendência de crescimento das síndromes respiratórias em crianças de até 9 anos

Somente 7 dos 27 Estados apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo das síndromes respiratórias graves entre crianças de até 9 anos, entre elas o Acre. A informação consta do último boletim da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (11).

Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Pará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul também estão nessa lista. “No entanto, na maioria desses Estados o cenário de crescimento recente é compatível com oscilação em torno de um valor estável.

A exceção é o Estado do Rio Grande do Norte, onde se observa sinal de crescimento na população entre 50-79 anos que inspira atenção. Dentre os demais estados, 15 apresentam sinal de queda na tendência de longo prazo: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro e Sergipe. “Finalmente, 8 UFs apresentam sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo (últimas 3 semanas): Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins, porém todos em situação compatível com oscilação em torno de valor estável”, diz o boletim.

Em São Paulo, nota-se tendência de aumento restrita à população infantil (0-9 anos), estando também associada a casos por outros vírus respiratórios que atualmente tem causado mais casos de SRAG do que a Covid-19 nessa população. Esse aumento de casos de SRAG por outros vírus respiratório se observa em diversos estados do país, sendo uma consequência da maior exposição dessa população nos últimos meses.

Apenas 6 unidades da federação apresentam ao menos uma macrorregião de saúde em nível muito alto (DF, MG, PR, RS, SC e SP), e nenhuma apresenta nível extremamente alto.

Em 2021, entre as crianças, houve um aumento significativo de casos de vírus sincicial respiratório, o VSR, com registros semanais superiores aos de Sars-CoV-2. A partir do mês de julho, aumentaram gradualmente também os casos de infecção por outros vírus respiratórios (Adenovírus, Bocavírus, Parainfluenza 3, Parainfluenza 4, entre outros).

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