Biblioteca Compartilhada promove cultura e sustentabilidade

Sabe aquele livro que você leu, já comentou por anos a história com os amigos e deixou esquecido na prateleira? Não seria bom que essas histórias pudessem chegar a mais pessoas? Se você respondeu que sim, chegou a hora de doá-lo para o projeto Biblioteca Compartilhada.

A Biblioteca Compartilhada é um projeto sustentável do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), no qual foram afixadas estantes de leitura nos quatro prédios do Poder Judiciário: Fórum Barão do Rio Branco, sede administrativa e nos fóruns Criminal e Cível da Cidade da Justiça.

Qualquer pessoa pode retirar um título para si e levar para casa, não sendo obrigatório deixar um livro para levar outro. Ou seja, não só os servidores participam, mas também todo o cidadão que está no aguardo de atendimento pode usufruir as diversas obras ali disponíveis e até levar para casa para terminar sua leitura.

A ação reforça também a mensagem sobre sustentabilidade, na qual atitudes simples geram mudanças que impactam vidas. Quem aprovou a prática foi João Albenir, que é colaborador do projeto e com ele também recuperou o hábito da leitura.

“Quando tem momentos de folga, eu gosto de pegar um exemplar desse e buscar conhecimento e me descontrair um pouco. Essa iniciativa traz uma coisa muito boa: que em vez desses livros serem descartados, vai servir para que a gente adquira conhecimentos e não desperdice o que é importante para a vida do ser humano”, disse.

Outro incentivador do projeto é o servidor Ronaldo Souza. Ele foi alfabetizado aos 22 anos de idade e encontrou na leitura o caminho para o seu crescimento pessoal. “Eu era seringueiro e a partir do momento que eu comecei a ter acesso à leitura, minha vida mudou completamente. Tudo que eu alcancei, eu devo a leitura”, compartilha com orgulho.

Construindo novas memórias

A policial militar Márcia Costa relembrou que um colega de trabalho que faleceu recentemente (subtenente Amarildo) era um dos principais colaboradores da Biblioteca Compartilhada no Fórum dos Juizados Cíveis. “A memória dele está muito presente nesses livros e a parte que me cabe agora é relembrar que ele é um dos que incentivava a leitura”, afirma.

Ao apresentar o último livro que ele leu, ela disse: “a leitura fazia com que a vida dele se tornasse mais leve, mais tranquila. Me marcou muito as palavras dele – se você tiver sede por conhecimento, você evoluirá bastante – e eu faço das palavras dele as minhas: leia! Tenha sede por conhecimento”.

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