Com reforma e ampliação, nova Santa Casa vai realizar exames de alta complexidade no Acre

A Santa Casa da Amazônia, em Rio Branco, está recebendo R$ 126 milhões de uma emenda parlamentar do senador Márcio Bittar (MDB), cujo recurso vai proporcionar a ampliação, reforma e aquisição de equipamentos hospitalares para a unidade de saúde, que promete se tornar uma referência na região norte.

Além dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), todos os procedimentos na Santa Casa adotarão um modelo de atendimento onde o paciente será atendido com uma consulta, e em caso de necessidade já vai ter disponível exames laboratoriais, ultrassonografia, endoscopia, Raio-X, mamografia, tomografia e ressonância magnética, dando ao paciente condições de agilidade e aos profissionais médicos a rapidez para fechamento de um diagnóstico preciso.

A intenção é que o paciente passe por todos esses procedimentos o mais rápido possível e em caso de cirurgia o paciente já seja encaminhado imediatamente para internação e cirurgia nas áreas de cirurgias gerais. A unidade será a primeira, após a Fundação Hospital do Acre, a realizar transplantes de fígado e rins e será a primeira instituição de saúde do Acre a realizar transplante de coração.

Um outro ponto de destaque da Santa Casa de Misericórdia da Amazônia após a reforma e ampliação será o atendimento aos pacientes em tratamento contra o câncer. O tratamento contra o câncer ainda obriga muitos pacientes a terem que deixar o Acre em busca de mais condições de tratamento. O setor de oncologia da unidade de saúde vai diminuir a quantidade de pacientes que precisam sair do Estado do Acre para fazer seu tratamento em outro estado. A compra de equipamentos e a capacitação de uma equipe fará o atendimento de quimioterapia e radioterapia acontecer na própria Santa Casa, com o paciente podendo dispor do apoio familiar.

O hospital vai contar ainda com espaço para hemodiálise e espaço exclusivo para o atendimento à população indígena.
Uma última etapa, que é o envio da documentação pela Sesacre ao Ministério da Saúde deve ser vencida ao longo desta semana, o que vai tornar apta a Santa Casa a receber os recursos públicos.

A estimativa é que toda a reforma e ampliação dure três anos. “Depois da liberação dos recursos, nossa estimativa é que o trabalho dure 36 meses. Mas ao longo desse tempo, serão liberadas etapas que entrarão já em funcionamento”, explica a engenheira mecatrônica Aleksandra da Silva, uma das responsáveis pela obra.

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