Deputado pede investigação para esclarecer se Olavo de Carvalho furou fila no InCor

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado estadual José Américo (PT) vai acionar o Ministério Público de SP para que o órgão investigue como o escritor Olavo de Carvalho, guru de Jair Bolsonaro, foi internado no InCor.

Ele fez questionamentos à Secretaria de Estado da Saúde de SP, que alegou questões de privacidade para não prestar esclarecimentos.

Olavo de Carvalho foi hospitalizado no dia 9 de agosto, para tratar de insuficiência cardíaca e renal. Ele já havia sido internado na instituição para exames e avaliação geral cardiológica em julho deste ano, após um mal-estar súbito durante o voo que o trouxe dos Estados Unidos para São Paulo.

O parlamentar desconfia que o guru pode ter recebido tratamento privilegiado, ingressando na instituição pública sem obedecer à fila do SUS.

No requerimento apresentado à secretaria, José Américo faz as seguintes questões: “O paciente deu entrada no InCor através do SUS? Possuía inscrição no Cross (sistema que regula os leitos no Estado)?”.

O deputado pede que, caso a resposta seja positiva, a secretaria envie “cópia da data de inscrição e a devida tramitação do sistema”.

Ele pergunta ainda “qual a despesa relacionada ao tratamento do referido paciente”.

José Américo afirma no requerimento que o médico responsável pelo tratamento de Olavo de Carvalho é o doutor José Antonio Ramires, profissional destacado e que chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Saúde no lugar do general Eduardo Pazuello.

“Por conta disso, da eventual ligação ideológica com o governo federal, teria o paciente recebido atendimento privilegiado?”, questiona. Procurado, o InCor não respondeu até a publicação deste texto.

Ele justifica o pedido afirmando que “foi publicado pela grande mídia e é de conhecimento público que o Sr. Olavo Luiz Pimentel de Carvalho, popularmente conhecido como Olavo de Carvalho, está internado no Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo”. “Diante da ausência de informações precisas, tornam-se imprescindíveis esclarecimentos a respeito de aludida internação”, segue.

A Secretaria de Saúde afirmou que não poderia responder às perguntas pois, segundo a lei, “o tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais”.

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