Prefeitura de Olinda cancela realização do carnaval de rua

A Prefeitura de Olinda cancelou nesta quarta-feira, 5, a realização do tradicional carnaval de rua. A administração municipal tomou a decisão levando em conta o “atual período pandêmico da covid-19” e o aumento de infecções pelo vírus influenza. O anúncio foi feito pelo prefeito Professor Lupércio (Solidariedade) durante coletiva de imprensa no Palácio dos Governadores.

“Eu sempre disse que nós estávamos preparados para realizar o carnaval da nossa cidade em 2022 desde que as condições por conta da pandemia fossem favoráveis. No entanto, o cenário pandêmico não nos permite fazer este que é o maior carnaval do mundo”, explicou o prefeito. “Nossa prioridade desde o início é a saúde, a vida, da nossa gente, vamos seguir trabalhando dia e noite neste sentido.”

Pernambuco ainda não informou posição oficial sobre a realização da festividade. No final de novembro, o secretário da Saúde do Estado, André Longo, disse que a realização do carnaval, tanto na cidade de Recife quanto na de Olinda, estava em debate.

Também em novembro, a prefeitura de Recife informou que, embora o carnaval seja importante para fomentar o turismo e a retomada econômica, a realização do evento estava indefinida, pois dependia do parecer das autoridades sanitárias. Procurada pela reportagem, a administração municipal não respondeu aos questionamentos sobre a realização do evento até a publicação desta matéria.

Rio cancelou festejos de rua; SP vive indefinição

No Rio, os blocos de carnaval não vão desfilar pelas ruas em razão da pandemia de covid. A decisão pelo cancelamento foi tomada em consenso durante reunião promovida no final da tarde de terça-feira, 4, entre os representantes dos principais blocos, o prefeito Eduardo Paes (PSD) e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

O desfile das escolas de samba por enquanto está mantido, sob o argumento de que será possível controlar a entrada de pessoas no sambódromo da Marquês de Sapucaí.

A indefinição quanto à realização da festividade é uma realidade para outras cidades. Em São Paulo, a Prefeitura tem destacado que a decisão final será da Saúde.

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