Queda de contágio tira América do Sul do epicentro da pandemia

Após uma forte onda de disseminação do coronavírus em quase todos os países da América do Sul, matando milhares de pessoas e deixando os hospitais lotados, uma repentina diminuição de novos casos está deixando os especialistas confusos. Em especial, porque a região, até pouco tempo atrás, era o epicentro da pandemia da Covid-19 e continua sob ameaça da altamente contagiosa variante Delta. A explicação mais plausível é o aumento dos índices de vacinação, mesmo com os governos não conseguindo combater a politização e as recusas pelos imunizantes, muitas vezes ancoradas em mirabolantes teorias da conspiração.

Mesmo assim, a comunidade médica e cientistas buscam maiores esclarecimentos até porque as medidas restritivas em nações como Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Uruguai e Paraguai, exceto pelo temporário fechamento de fronteiras, deixaram muito a desejar, com governos aflitos em recuperar os intensos impactos econômicos e populações amargando altos níveis de empobrecimento.

No Brasil, quase 64% da população recebeu pelo menos uma dose de imunizante, índice que supera o dos Estados Unidos, por exemplo. Na Argentina, mais de 61% da população recebeu ao menos uma dose da vacina; e no Chile e Uruguai, os números impressionam: mais de 70% da população completou seu esquema vacinal. Mesmo assim, os estudos e pesquisadores continuam a recomendar os cuidados sanitários de segurança como o uso de máscara facial e o distanciamento social.

Por conta da redução nos casos, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou uma projeção melhor para as economias na América Latina e no Caribe, que devem crescer 5,9% em 2021.

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